O aquecimento global é uma das
maiores preocupações que o mundo tem hoje, e a maioria dos países tentam de
alguma maneira conseguirem encontrar soluções para ao menos diminuir esse
acontecimento, com certeza não é fácil porque as medidas não estão sendo
tomadas de maneira certa, afinal em todos os países são abertas milhares de
empresas todos os anos e essas são as principais causadoras dos problemas que estamos
conhecendo hoje em dia. Por se tratar de algo que ainda não é tão influente
assim as pessoas não dão tanta atenção e acabam deixando de lado um problema
grave, isso não é algo que vai acontecer de uma hora para outra, mas com os
pequenos acontecimentos já podemos notar que há grandes possibilidades do mundo
ir se desfazendo por conta dos próprios seres humanos. Precisamos abrir os
olhos para acontecimentos que estão “de baixo dos nossos narizes” e quando
falamos assim queremos alertar sobre acontecimentos que existem em sua cidade,
normalmente podemos ver pessoas fazendo derrubadas de arvores em fazendas e
sítios e muitas vezes não são nem mesmo alertados sobre o que estão fazendo.
Caso você note isso seria interessante que fizesse uma denúncia sobre o assunto
porque se essa pessoa for repreendida provavelmente não vá mais continuar
fazendo isso. O mundo contém milhões de empresas como já dissemos acima e
quando elas não são fiscalizadas direito podem estar fazendo muitas coisas
erradas, uma empresa especializada em leites, por exemplo, tem suas máquinas e
elas precisam expelir a fumaça para algum lugar e esse é o ar que respiramos,
depois precisam de uma boa pastagem para cultivar seus animais para que eles
possam produzir leite saudável, é ai que entra a parte do desmatamento para
conseguirem pastos que abriguem todos os animais é preciso derrubar as
vegetações que muitas vezes estão em áreas de proteção ambiental. Para que os
efeitos da revolta dos governantes comessem a dar certo é necessário que eles
consigam encontrar meios de fiscalizar as cidades pequenas que tem indústrias,
saber tudo sobre elas de onde vem o material o que é usado entre outras coisas
se não vamos ficar vulneráveis aos ataques da natureza que tem acontecido em
lugares que nunca antes tinham passado por isso.
Encontrando aquilo que você sabe e finge não ver nem acreditar tendo a certeza de que tudo está certo
terça-feira, 18 de março de 2014
O que significam as siglas das estradas brasileiras?
RODOVIAS RADIAIS
São as que partem de
Brasília rumo ao interior desenhando um círculo ao redor da capital federal.
São apenas oito estradas radiais: BR-010, 020, 030, 040, 050, 060, 070 e a Ba.
A BR-020, por exemplo, liga Brasília a Fortaleza
RODOVIAS LONGITUDINAIS
RODOVIAS LONGITUDINAIS
Cortam o pais no
sentido norte-sul. Há 14 rodovias desse tipo, cujo número vai de 100 a 199,
sendo que 100 a 150 são as estradas a leste de Brasília e de 151a 199, a oeste
da capital. A BR-153, por exemplo, liga Marabá (PA) a Aceguá (RS)
RODOVIAS TRANSVERSAIS
São as 21 estradas
que cruzam o país na direção leste-oeste. Variam de 200 a 299, sendo que 200 a
250 ficam com as rodovias ao norte de Brasília e 250 a 299 para as vias ao sul
do Distrito Federal. A BR-230, por exemplo, liga Cabedelo (PB) a Benjamin
Constant (AM)
RODOVIAS DIAGONAIS
Seguem os rumos
noroeste-sudeste ou nordeste-sudoeste. O número varia de 300 a 399, sendo que
as pares cruzam o país na direção noroeste-sudeste e as ímpares rumam por
nordeste-sudoeste. A BR-364, por exemplo, vai de Limeira (SP) ao Acre
RODOVIAS DE LIGAÇAO
Essas rodovias
conectam duas rodovias ou pelo menos uma rodovia federal e um ponto importante.
São 85 estradas diagonais numeradas de 400 a 499, sendo que as de 400 a 450
passam ao norte do paralelo de Brasília e as de 451 a 499 passam ao sul. A
BR-407, por exemplo, vai de Piripiri (PI) a Anajé (BA)
Teologia da Libertação e a experiência de encontrar Deus na face dos pobres
Adital
Durante o segundo dia do Congresso Continental de Teologia, que teve início na noite do último domingo, 07, logo pela manhã, o Dr. Jung Mo Sung, da Faculdade de Humanidades e Direito da Universidade Metodista de São Paulo – UMESP, abordou, durante sua Conferência, a Economia e Teologia, no anfiteatro Pe. Werner, na Unisinos.
Economia e Teologia – Teologia da Libertação em época de Império
"Primeiro”, começa o Dr. Jung Mo Sung, "é importante saber que Teologia da Libertação é teologia”. Segundo ele, Teologia da Libertação retrata o Deus da vida e a opção pelos pobres. Além disso, aborda:
• Noção de Deus e da vida humana;
• Vida da alma x vida corpórea;
• Reprodução da vida: a produção, distribuição e consumo de bens materiais e simbólicos necessários. Nesse sentido, gera-se conflito social;
• Teologia da Libertação critica teologicamente a economia.
Para o Dr. Jung Mo Sung, faz-se necessário "salvar a teologia do seu cinismo, porque realmente no mundo de hoje muita teologia reduz-se ao cinismo, que você não olha para os problemas que estão ao seu redor”. Segundo o conferencista, um conceito importante é o de divisão social do trabalho. "Qual o nível tecnológico dessa divisão social do trabalho?”, indaga.
Além disso, para Mo Sung, há outra coisa importante: "Quais os valores sociais que fazem com que a sociedade viva como um sistema?”. Para ele, é preciso justificar através da teologia a divisão desigual das mercadorias. "No século XVIII e XIX começa o mundo industrial. O tempo cíclico da natureza é substituído pelo relógio da produção. O tempo industrial está passando, agora estamos vivendo no mundo daglobalização e informação”, explica. Para ele, o sistema capitalista faz com que as pessoas consumam. "O consumismo, que começa nos anos 50, inicia com a necessidade de extravasar o processo de produção.”
Modernidade e a fé/teologia
A Igreja volta-se para o mundo e ao fazer isso enfrenta o mundo moderno, que foi compreendido como racional, secularizado e ateu, explica Mo Sung. Esse mundo moderno, segundo ele, apresenta-se como antropocêntrico. "O mundo moderno é antropocêntrico porque assim os filósofos da modernidade se apresentaram. A teologia é, neste sentido, um diálogo com a modernidade.” "Mas e se a modernidade for uma invenção? Há uma razão ou uma racionalidade irracional? Quando você destrói os povos, isso é racional? O progresso justifica isso?”
Mo Sung questiona se o mundo moderno é antropocentrismo ou capitalcentrismo, uma vez que acumular capital é o critério último da vida social. E pergunta: "Há um ateísmo ilustrado ou idolatria, uma vez que há sacrifícios da vida humana e do meio ambiente?”
Modernidade Ocidental
"Capitalismo e racismo são duas faces do mesmo processo histórico”, diz o Dr. Jung Mo Sung. Para ele, o capitalismo pode ser entendido como uma nova religião da vida cotidiana que, como qualquer outra, gera um novo tipo de espiritualidade. E continua: "As igrejas representam a sacralização do sistema dominante de cada época”, ao frisar que o Império não é apenas uma força. "Discurso da harmonia é discurso do imperial.”
Para ele, crítica da idolatria tem que ser a partir da noção de transcendência dos que foram excluídos, das vítimas e não de um Deus que vem de cima e impõe. "Esse espírito de comunhão e espiritualidade não podem fazer com que esqueçamos as perguntas do sistema capitalista.”
Crítica ao capital
"As crianças devem usufruir de sua infância e não a marca de sua boneca”, diz o Dr. Jung Mo Sung. Para ele, Shopping é o principal espaço sagrado de nosso tempo. É uma religião invisível. "Shoppingssão espaços de visibilidade do consumismo. Não acredito que estamos numa sociedade só. Nós podemos acreditar, mas o sistema não. Ele seleciona pela classe social, raça etc. Aí entra a Teologia cristã: Deus não faz distinção entre as pessoas.”
Depois, "a salvação de nossa vida é graça. Nossa vida não se justifica pelo sucesso, riqueza, status, quantidade de livros, quantas vezes fomos citados, mas sim pela graça de Deus”, analisa. Para ele, aTeologia da Libertação está em crise. "E só está em crise quem está vivo, quem já morreu não tem crise.” E completa: "Teologia é reflexão crítica. E muitas vezes temos preguiça intelectual. E quando nosso discurso é facilmente aceito, somos levados a preguiça intelectual e não esforço”.
Dr. Jung Mo Sung finaliza dizendo que a Teologia da Libertação fez história porque tinha uma coisa anterior: "reflexão crítica a partir da experiência espiritual de encontrar Deus na face dos pobres”.
Papa fala aos padres que acolham divorciados e visem menos o dinheiro
Adital
O papa Francisco volta a chamar a atenção dos católicos de todo mundo, quando, na segunda-feira, em reunião com os párocos do Vaticano na Basílica de São João de Latrão, disse para que eles dessem "acolhida” aos casais em segunda união e a corajosa e criativa decisão de se dirigirem às "periferias existenciais”. Uma acolhida que se deve exercer na verdade. "Dizer sempre a verdade”, sabendo que "a verdade não acaba na definição dogmática”, mas que se insere no "amor e na plenitude de Deus”. Por isso, ele recomenda que o sacerdote deve "acompanhar” "as periferias existenciais”. Para Francisco, como disse na homilia final da missa de envio da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), "inclui a quem parece mais distante, mais indiferente".
Francisco também convidou os sacerdotes do clero romano para empreenderem "caminhos corajosamente criativos”. E citou alguns exemplos que viveu pessoalmente em Buenos Aires, como a abertura de algumas igrejas durante o dia todo e com a disponibilidade de um confessor ou a criação de "cursos personalizados” para os casais que querem se casar, mas que não podem frequentar os cursos de noivos porque trabalham até tarde.
"A santidade é maior que os escândalos”... disse o Papa Francisco ao responder às perguntas dos clérigos levando em conta os "gravíssimos problemas da Igreja” com lucidez, "mas sem pessimismo”, pois frisou que a Igreja Católica nunca esteve tão bem como hoje. "É um momento bonito da Igreja. (...) Há santos reconhecidos (...) e a santidade é maior que os escândalos”.
O Papa Francisco também convidou os sacerdotes que encheram a basílica a retornar ao "primeiro amor”, ao primeiro olhar de Jesus. A lembrança de momentos como o início da vocação, a entrada no seminário, a ordenação sacerdotal são fundamentais: "a memória é o sangue na vida da Igreja”. Francisco falou de sua vida em Buenos Aires, inclusive pediu orações pelo marco do aniversário da sua ordenação episcopal (21 de setembro).
Ele ressaltou, durante a fala na basílica lotada que "um sacerdote, quando está em contato com o povo, se cansa, mas diante do cansaço, a única resposta é Jesus: ir com os pobres, anunciar o Evangelho e seguir em frente. Claro, ajuda muito a oração diante do Tabernáculo, assim como a proximidade com os outros sacerdotes e com o bispo”.
Criticou aqueles em uma paróquia que se preocupam mais com as taxas do que pelo sacramento em si. Com esta atitude, só "afastam as pessoas”. É preciso, disse, uma "acolhida cordial: que aqueles que vierem à Igreja se sintam em sua casa. Se sintam bem. Que não sintam que estão sendo exploradas”. Bergoglio confessou que continuava se sentindo um padre. "Eu me sinto padre, sacerdote... E agradeço ao Senhor por isto.”
*Com informações IHU, Vatican Insider e RomaSette.
Francisco também convidou os sacerdotes do clero romano para empreenderem "caminhos corajosamente criativos”. E citou alguns exemplos que viveu pessoalmente em Buenos Aires, como a abertura de algumas igrejas durante o dia todo e com a disponibilidade de um confessor ou a criação de "cursos personalizados” para os casais que querem se casar, mas que não podem frequentar os cursos de noivos porque trabalham até tarde."A santidade é maior que os escândalos”... disse o Papa Francisco ao responder às perguntas dos clérigos levando em conta os "gravíssimos problemas da Igreja” com lucidez, "mas sem pessimismo”, pois frisou que a Igreja Católica nunca esteve tão bem como hoje. "É um momento bonito da Igreja. (...) Há santos reconhecidos (...) e a santidade é maior que os escândalos”.
O Papa Francisco também convidou os sacerdotes que encheram a basílica a retornar ao "primeiro amor”, ao primeiro olhar de Jesus. A lembrança de momentos como o início da vocação, a entrada no seminário, a ordenação sacerdotal são fundamentais: "a memória é o sangue na vida da Igreja”. Francisco falou de sua vida em Buenos Aires, inclusive pediu orações pelo marco do aniversário da sua ordenação episcopal (21 de setembro).
Ele ressaltou, durante a fala na basílica lotada que "um sacerdote, quando está em contato com o povo, se cansa, mas diante do cansaço, a única resposta é Jesus: ir com os pobres, anunciar o Evangelho e seguir em frente. Claro, ajuda muito a oração diante do Tabernáculo, assim como a proximidade com os outros sacerdotes e com o bispo”.
Criticou aqueles em uma paróquia que se preocupam mais com as taxas do que pelo sacramento em si. Com esta atitude, só "afastam as pessoas”. É preciso, disse, uma "acolhida cordial: que aqueles que vierem à Igreja se sintam em sua casa. Se sintam bem. Que não sintam que estão sendo exploradas”. Bergoglio confessou que continuava se sentindo um padre. "Eu me sinto padre, sacerdote... E agradeço ao Senhor por isto.”
*Com informações IHU, Vatican Insider e RomaSette.
Contra Igreja Católica, sacerdotisas realizam batismo e missa
Marcela Belchior
Adital
Em 29
de junho de 2012, o arcebispo argentino Rômulo Braz ordenou as primeiras sete mulheres sacerdotisas na história da Igreja Católica. Para que nenhuma arquidiocese pudesse revogar o sacramento, realizou a cerimônia a bordo de um barco no rio Danúbio, Alemanha. Quase 12 anos depois, há 180 mulheres ordenadas.
Entre elas está a colombiana Olga Lucía Álvarez, 72 anos. Há três anos, ela se tornou a primeira sacerdotisa da América do Sul. Olga questiona diante da poderosa Igreja Católica o papel da mulher no catolicismo, rebelando-se contra as políticas do Vaticano e sua hierarquia. Ministra missa e executa todas as funções que qualquer sacerdote católico pode desempenhar.
A rebeldia dessas mulheres custou caro: elas serão excomungadas, o máximo castigo dentro da Igreja Católica. A instituição religiosa que hoje está sob liderança do Papa Francisco compreende que somente os homens podem ser sacerdotes.
"Mesmo que a hierarquia nos diga que estamos excomungadas, não aceitamos. É absurdo que nos estejam negando que prestemos um serviço ministerial dentro da Igreja. Não há nenhuma razão nem bíblica nem teológica para que nos marginalizem da forma como nos têm marginalizado. Somente há um cânone, dentro dos cânones da Igreja, o 10-24, que diz que apenas os homens batizados podem aspirar à ordem sacerdotal", argumenta Olga.
O secretário-geral do Episcopado colombiano, monsenhor Daniel Falla, explica que a Igreja entende que os sacerdotes simbolizam Jesus Cristo na Terra e, portanto, deve-se manter a tradição da representação masculina. Sendo o caso das sacerdotisas latae sententiae, ou seja, aquele em que o fiel incorre no momento em que comete a falta previamente condenada pela religião, motivo para excomunhão automática. "Digamos que elas mesmas tenham se excomungado. Não estão em comunhão com a Igreja, com o que se quer preservar ao longo da história. Não as podemos chamar de membros da Igreja Católica Apostólica Romana", explica Falla.
Para Olga, há machismo na doutrina católica, no que rebate o secretário-geral do Episcopado: "A Igreja não é uma instituição social, política, mas uma instituição divina, que faz presente o mistério de Deus, de Jesus Cristo encarnado como homem. Se esquecemos isso, seguramente poderia ser visto como algo machista, mas quando tratamos de conservar a essência da Igreja, entendemos que não é uma posição machista", contra-argumenta.
A sacerdotisa colombiana não possui paróquia e rejeita a opulência. "Eu posso trabalhar onde as comunidades me chamam e me pedem", diz. Ela percorre comunidades de bairros de Medellín e Soacha, onde interpreta de outra maneira o Evangelho católico.
Posição tradicional X Inclusão
A Igreja Católica, durante milênios, tem excluído a mulher de qualquer posição de poder. Atualmente, o Vaticano não reconhece as mulheres sacerdotisas e parece distante a possibilidade de serem aceitas na instituição. O Papa Francisco aparece como a figura que representa a transformação e modernização da Igreja Católica.
Ao longo de seu primeiro ano de pontificado, Francisco tem reafirmado a intenção de valorizar o papel das mulheres na Igreja, ampliando os espaços para uma presença feminina mais incisiva. "Para mim, a presença de Francisco na Igreja é muito importante. Não porque vá nos ordenar ou aceitar, porque isso não é fácil para ele. O que mais me importa desse homem é que é puro Evangelho", afirma Olga.
A Associação de Sacerdotisas Católicas Romanas, mesmo que se baseie pelo mesmo evangelho dos sacerdotes tradicionais, se distancia das políticas que têm sido implementadas pelos hierarcas do Vaticano. Para elas, por exemplo, a homossexualidade não é uma questão moral, sendo motivo de inclusão.
Como se não houvessem desafiado suficientemente o Vaticano, muitas dessas sacerdotisas são mulheres casadas e com filhos. Para elas, o celibato é mais um ato econômico, para que as propriedades da Igreja não sejam divididas entre famílias. Elas também têm tratado de renunciar à imagem opulenta e poderosa das gigantescas catedrais e dos valiosos adornos religiosos. "Nossas bispas e bispos não têm mitra nem báculo, que são símbolos de poder. Eles são do nosso mesmo nível", afirma Olga.
Das sete primeiras sacerdotisas ordenadas, três foram escolhidas para serem ordenadas como bispas, para que tivessem autoridade de ordenar novas sacerdotisas. Recentemente, foi ordenada a primeira mulher afro-colombiana. Marina Tereza Sánchez é a terceira sul-americana que se ordena sacerdotisa. "Decidi me ordenar porque isso faz parte da identidade de representantes de Deus", justifica. "Ser a primeira sacerdotisa afro é um grande compromisso com nossas comunidades latino-americanas em geral", complementa.
* Com informações de Caracol Televisión.
de junho de 2012, o arcebispo argentino Rômulo Braz ordenou as primeiras sete mulheres sacerdotisas na história da Igreja Católica. Para que nenhuma arquidiocese pudesse revogar o sacramento, realizou a cerimônia a bordo de um barco no rio Danúbio, Alemanha. Quase 12 anos depois, há 180 mulheres ordenadas.Entre elas está a colombiana Olga Lucía Álvarez, 72 anos. Há três anos, ela se tornou a primeira sacerdotisa da América do Sul. Olga questiona diante da poderosa Igreja Católica o papel da mulher no catolicismo, rebelando-se contra as políticas do Vaticano e sua hierarquia. Ministra missa e executa todas as funções que qualquer sacerdote católico pode desempenhar.
A rebeldia dessas mulheres custou caro: elas serão excomungadas, o máximo castigo dentro da Igreja Católica. A instituição religiosa que hoje está sob liderança do Papa Francisco compreende que somente os homens podem ser sacerdotes.
"Mesmo que a hierarquia nos diga que estamos excomungadas, não aceitamos. É absurdo que nos estejam negando que prestemos um serviço ministerial dentro da Igreja. Não há nenhuma razão nem bíblica nem teológica para que nos marginalizem da forma como nos têm marginalizado. Somente há um cânone, dentro dos cânones da Igreja, o 10-24, que diz que apenas os homens batizados podem aspirar à ordem sacerdotal", argumenta Olga.
O secretário-geral do Episcopado colombiano, monsenhor Daniel Falla, explica que a Igreja entende que os sacerdotes simbolizam Jesus Cristo na Terra e, portanto, deve-se manter a tradição da representação masculina. Sendo o caso das sacerdotisas latae sententiae, ou seja, aquele em que o fiel incorre no momento em que comete a falta previamente condenada pela religião, motivo para excomunhão automática. "Digamos que elas mesmas tenham se excomungado. Não estão em comunhão com a Igreja, com o que se quer preservar ao longo da história. Não as podemos chamar de membros da Igreja Católica Apostólica Romana", explica Falla.
Para Olga, há machismo na doutrina católica, no que rebate o secretário-geral do Episcopado: "A Igreja não é uma instituição social, política, mas uma instituição divina, que faz presente o mistério de Deus, de Jesus Cristo encarnado como homem. Se esquecemos isso, seguramente poderia ser visto como algo machista, mas quando tratamos de conservar a essência da Igreja, entendemos que não é uma posição machista", contra-argumenta.
A sacerdotisa colombiana não possui paróquia e rejeita a opulência. "Eu posso trabalhar onde as comunidades me chamam e me pedem", diz. Ela percorre comunidades de bairros de Medellín e Soacha, onde interpreta de outra maneira o Evangelho católico.
Posição tradicional X Inclusão
A Igreja Católica, durante milênios, tem excluído a mulher de qualquer posição de poder. Atualmente, o Vaticano não reconhece as mulheres sacerdotisas e parece distante a possibilidade de serem aceitas na instituição. O Papa Francisco aparece como a figura que representa a transformação e modernização da Igreja Católica.Ao longo de seu primeiro ano de pontificado, Francisco tem reafirmado a intenção de valorizar o papel das mulheres na Igreja, ampliando os espaços para uma presença feminina mais incisiva. "Para mim, a presença de Francisco na Igreja é muito importante. Não porque vá nos ordenar ou aceitar, porque isso não é fácil para ele. O que mais me importa desse homem é que é puro Evangelho", afirma Olga.
A Associação de Sacerdotisas Católicas Romanas, mesmo que se baseie pelo mesmo evangelho dos sacerdotes tradicionais, se distancia das políticas que têm sido implementadas pelos hierarcas do Vaticano. Para elas, por exemplo, a homossexualidade não é uma questão moral, sendo motivo de inclusão.
Como se não houvessem desafiado suficientemente o Vaticano, muitas dessas sacerdotisas são mulheres casadas e com filhos. Para elas, o celibato é mais um ato econômico, para que as propriedades da Igreja não sejam divididas entre famílias. Elas também têm tratado de renunciar à imagem opulenta e poderosa das gigantescas catedrais e dos valiosos adornos religiosos. "Nossas bispas e bispos não têm mitra nem báculo, que são símbolos de poder. Eles são do nosso mesmo nível", afirma Olga.
Das sete primeiras sacerdotisas ordenadas, três foram escolhidas para serem ordenadas como bispas, para que tivessem autoridade de ordenar novas sacerdotisas. Recentemente, foi ordenada a primeira mulher afro-colombiana. Marina Tereza Sánchez é a terceira sul-americana que se ordena sacerdotisa. "Decidi me ordenar porque isso faz parte da identidade de representantes de Deus", justifica. "Ser a primeira sacerdotisa afro é um grande compromisso com nossas comunidades latino-americanas em geral", complementa.
* Com informações de Caracol Televisión.
O anúncio da Quaresma: Quem estiver com fome venha se alimentar sem pagar
José Lisboa Moreira de Oliveira
Adital
Desde o seu surgimento, ainda nos primeiros séculos do cristianismo, enquanto período de preparação para a celebração da Páscoa de Jesus, o tempo da Quaresma foi sempre marcado pelo convite ao jejum, à esmola e à oração. Porém, nem sempre os cristãos souberam entender o significado dessas três ações e, por isso, já vimos um pouco de tudo nestes dois milênios de cristianismo. Mesmo recentemente, depois de tantos avanços nos conhecimentos da Bíblia e da Tradição cristã, ainda é possível encontrar por aí pessoas que fazem uma interpretação esdrúxula dessas práticas. Hoje, de modo particular, está em evidência uma interpretação individualista que relaciona as três coisas com a salvação individual, como se Deus estabelecesse na porta do céu uma alfândega ou um posto para cobrar pedágio e São Pedro lá estivesse como aduaneiro. Por essa razão nunca é demais refletir sobre esse tema.Precisamos antes de qualquer coisa destacar a dimensão social das três práticas quaresmais. A introdução do jejum, da esmola e da oração neste período preparatório à Páscoa de Cristo nada tem a ver com salvação individual; não são práticas voltadas para garantir a entrada no céu. Pelo contrário, buscando respaldo no Primeiro Testamento, na tradição do povo hebreu, o cristianismo sempre ressaltou os aspectos sociais das três ações.
Já no período anterior ao cristianismo, quando vigorava a teologia da retribuição, segundo a qual Deus recompensava os justos por suas boas ações, os profetas bíblicos vão insistir na dimensão social do jejum (Is 1,16-20). Este não é para recompensar a pessoa, mas para convidá-la a sentir na pele o que os pobres e famintos sentiam de forma permanente. O objetivo do jejum não era ascético, penitencial, mas despertar a consciência dos abastados e saciados para as reais condições dos pobres, explorados e sofridos. Este despertar da consciência significava, na prática, o desenvolvimento de ações que pusessem fim à exploração e à injustiça que causavam a fome e a morte de pessoas inocentes (Is 58,1-12). Fiel a esta perspectiva Jesus rompe com uma prática do jejum como fim em si mesmo (Mt 9,14-15) e critica a postura daqueles que transformam tal prática em exibicionismo (Mt 6,16-18) e não percebem que essa ação deve servir apenas como forma de tornar as pessoas sensíveis ao sofrimento alheio (Lc 18,12).
Do mesmo modo acontece com a esmola. Não é praticada para garantir a entrada no céu e nem tão pouco para descarrego de consciência diante da evidente e permanente presença de pobres no meio de nós (Mt 6,2-4). A esmola deve ser antes de tudo um gesto de partilha e, como tal, deve levar o cristão ou a cristã a perceber que a existência da pobreza e da miséria não é decorrente da vontade de Deus e nem da preguiça dos pobres, mas o resultado da exploração por parte de um sistema injusto e cruel que mantém uns poucos ricos às custas de uma maioria absoluta de pobres explorados. Ao dar esmola o cristão deve fazê-lo com a consciência de que o que ele tem, além do que ele precisa para viver dignamente e com simplicidade, não é dele, mas daqueles que disso estão precisando para sobreviver (Lc 12,22-35). A partir desse gesto de partilha, ele é convocado a denunciar tudo aquilo e todos aqueles que tiram dos pobres o mínimo de dignidade a que eles têm direito (Tg 5,1-6).
Também a oração tem o seu aspecto social. Mesmo que seja um gesto revestido de interioridade, de discrição e de silêncio, sem exibicionismos "carismáticos” desmedidos (Mt 6,5-6), a oração é a preparação para a ação em favor dos outros. Não deve ser peditório a Deus, pois ele já sabe daquilo que precisamos (Mt 6,31-32). A oração deve necessariamente nos abrir à prática da justiça e da fraternidade, do amor misericordioso e da bondade (Mt 7,1-12). Se não for assim não será escutada por Deus (Mt 7,21-23).
Estou convencido da urgente necessidade de uma profunda catequese sobre o assunto, pois o que vemos, em nossas igrejas e comunidades, é exatamente o contrário. Tudo está revestido de intimismo, de busca imediata de satisfação dos próprios desejos e de tentativa de comprar a prosperidade e a salvação a qualquer custo. São poucas as comunidades cristãs e poucos os cristãos que já descobriram a perspectiva social dessas práticas quaresmais.
Um caso ilustra muito bem o que estou dizendo. Pouco tempo atrás uma senadora da nossa República, falando no âmbito da revisão de nossas leis e de nossos códigos, defendia a possibilidade de não penalizar aquelas pessoas que "furtassem” alguma coisa para satisfazer uma das necessidades mais básicas do ser humano: matar a fome. A posição da senadora causou um alvoroço nas redes sociais e não foram poucas as pessoas que a criticaram, afirmando que ela estaria estimulando e defendendo o furto.
A reação das pessoas causa surpresa se considerarmos que, de acordo com o Censo de 2010, quase 90% da população brasileira se diz adepta do cristianismo. Ora, uma das regras mais elementares do cristianismo é de que o faminto não se alimenta de vento e palavra bonita não enche barriga. Logo, por rigor de lógica, ele tem direito a se alimentar e se ele não tem condições de comprar esse alimento ele tem o direito de pegá-lo onde tiver (Tg 2,15-17). Esse princípio elementar do cristianismo foi herdado das culturas nômades do baixo Mediterrâneo. Nessas culturas (das quais os ciganos são os últimos remanescentes) os bens essenciais não são vendidos, mas cedidos a quem precisa, de modo que se alguém precisar de comida e de roupa, e encontra isso em algum lugar, tem o legítimo direito de se apropriar desses bens para satisfazer suas necessidades básicas. Isso foi codificado mais tarde na Bíblia hebraica (Lv 19,9-10; Dt 24,19-22; Rt 2,14-20) a ponto do profeta poder afirmar: "Atenção! Todos os que estão com sede, venham buscar água. Venham também os que não têm dinheiro: comprem e comam sem dinheiro e bebam vinho e leite sem pagar” (Is 55,1).
O que surpreende nessa tradição nômade, que depois se tornou legislação na Bíblia hebraica, é o fato de que esse é um direito dos pobres, independentemente da razão de sua pobreza. O que entristece na postura das pessoas de hoje é o contrário, ou seja, a indiferença diante do sofrimento. Ao invés de seguir o princípio cristão de denunciar a opulência dos ricos que gera a miséria (Tg 2,6), as pessoas de hoje querem fazer pesar sobre os pobres e sofredores a responsabilidade por todos os males. É claro que o dono do supermercado ou da mercearia da qual o pobre retirou o que precisava tem direito a ressarcimento. Mas, ao invés de responsabilizar o Estado e a própria sociedade por gerar pessoas famintas, os frequentadores de redes sociais querem culpabilizar os próprios pobres pela sua pobreza. Ao invés de aplaudir a proposta da senadora e denunciar a omissão do Estado e a indiferença das pessoas para com o sofrimento alheio, fazem recair sobre os mais pobres entre os pobres a responsabilidade pelo que lhes acontece.
Seria mais correto, por exemplo, denunciar aquela Rede de Televisão brasileira que deve centenas de milhões de reais de imposto à Receita Federal e ainda é declarada emissora oficial da Copa do Mundo. Seria mais cristão denunciar aquele banco, patrocinador oficial da Copa do Mundo, que deve bilhões de reais de imposto à Receita. Mas o que fazem as pessoas? Admiram e acreditam nessa televisão, participam dos realities shows por ela promovida, inclusive gastando do próprio dinheiro para participar dessa baboseira. Abrem suas contas nesse banco e assim por diante. Isso, sim, é que é incentivar o roubo e o furto e não propor que o pobre faminto possa pegar comida para matar a fome lá onde tiver alimento.
É hora de mudarmos, se queremos ser cristãos. O jejum, a esmola e a oração precisam ter conotação essencialmente social. Do contrário se torna ofensa a Deus (Is 1,11-15). Nesta Quaresma seria oportuno escutar o papa Francisco, o qual nos disse recentemente que a esmola não deve ser confundida com "caridade por receita” para tranqüilizar a própria consciência, mas experiência cristã que provoca mudanças sociais sérias (EG, 180). O jejum não deve ser um peso para expiar pecados (EG, 38-39). E a oração não pode ser reduzida a proposta alienante, consumo espiritual e nem expressão de individualismo doentio que busca salvação a qualquer custo (EG, 89-90). O cristianismo, para ser autêntico, precisa assumir o humano, "tocando a carne sofredora de Cristo no povo” (EG, 24). O resto é baboseira religiosa.
[José Lisboa Moreira de Oliveira é filósofo, teólogo, escritor, conferencista e professor universitário]
Já no período anterior ao cristianismo, quando vigorava a teologia da retribuição, segundo a qual Deus recompensava os justos por suas boas ações, os profetas bíblicos vão insistir na dimensão social do jejum (Is 1,16-20). Este não é para recompensar a pessoa, mas para convidá-la a sentir na pele o que os pobres e famintos sentiam de forma permanente. O objetivo do jejum não era ascético, penitencial, mas despertar a consciência dos abastados e saciados para as reais condições dos pobres, explorados e sofridos. Este despertar da consciência significava, na prática, o desenvolvimento de ações que pusessem fim à exploração e à injustiça que causavam a fome e a morte de pessoas inocentes (Is 58,1-12). Fiel a esta perspectiva Jesus rompe com uma prática do jejum como fim em si mesmo (Mt 9,14-15) e critica a postura daqueles que transformam tal prática em exibicionismo (Mt 6,16-18) e não percebem que essa ação deve servir apenas como forma de tornar as pessoas sensíveis ao sofrimento alheio (Lc 18,12).
Do mesmo modo acontece com a esmola. Não é praticada para garantir a entrada no céu e nem tão pouco para descarrego de consciência diante da evidente e permanente presença de pobres no meio de nós (Mt 6,2-4). A esmola deve ser antes de tudo um gesto de partilha e, como tal, deve levar o cristão ou a cristã a perceber que a existência da pobreza e da miséria não é decorrente da vontade de Deus e nem da preguiça dos pobres, mas o resultado da exploração por parte de um sistema injusto e cruel que mantém uns poucos ricos às custas de uma maioria absoluta de pobres explorados. Ao dar esmola o cristão deve fazê-lo com a consciência de que o que ele tem, além do que ele precisa para viver dignamente e com simplicidade, não é dele, mas daqueles que disso estão precisando para sobreviver (Lc 12,22-35). A partir desse gesto de partilha, ele é convocado a denunciar tudo aquilo e todos aqueles que tiram dos pobres o mínimo de dignidade a que eles têm direito (Tg 5,1-6).
Também a oração tem o seu aspecto social. Mesmo que seja um gesto revestido de interioridade, de discrição e de silêncio, sem exibicionismos "carismáticos” desmedidos (Mt 6,5-6), a oração é a preparação para a ação em favor dos outros. Não deve ser peditório a Deus, pois ele já sabe daquilo que precisamos (Mt 6,31-32). A oração deve necessariamente nos abrir à prática da justiça e da fraternidade, do amor misericordioso e da bondade (Mt 7,1-12). Se não for assim não será escutada por Deus (Mt 7,21-23).
Estou convencido da urgente necessidade de uma profunda catequese sobre o assunto, pois o que vemos, em nossas igrejas e comunidades, é exatamente o contrário. Tudo está revestido de intimismo, de busca imediata de satisfação dos próprios desejos e de tentativa de comprar a prosperidade e a salvação a qualquer custo. São poucas as comunidades cristãs e poucos os cristãos que já descobriram a perspectiva social dessas práticas quaresmais.
Um caso ilustra muito bem o que estou dizendo. Pouco tempo atrás uma senadora da nossa República, falando no âmbito da revisão de nossas leis e de nossos códigos, defendia a possibilidade de não penalizar aquelas pessoas que "furtassem” alguma coisa para satisfazer uma das necessidades mais básicas do ser humano: matar a fome. A posição da senadora causou um alvoroço nas redes sociais e não foram poucas as pessoas que a criticaram, afirmando que ela estaria estimulando e defendendo o furto.
A reação das pessoas causa surpresa se considerarmos que, de acordo com o Censo de 2010, quase 90% da população brasileira se diz adepta do cristianismo. Ora, uma das regras mais elementares do cristianismo é de que o faminto não se alimenta de vento e palavra bonita não enche barriga. Logo, por rigor de lógica, ele tem direito a se alimentar e se ele não tem condições de comprar esse alimento ele tem o direito de pegá-lo onde tiver (Tg 2,15-17). Esse princípio elementar do cristianismo foi herdado das culturas nômades do baixo Mediterrâneo. Nessas culturas (das quais os ciganos são os últimos remanescentes) os bens essenciais não são vendidos, mas cedidos a quem precisa, de modo que se alguém precisar de comida e de roupa, e encontra isso em algum lugar, tem o legítimo direito de se apropriar desses bens para satisfazer suas necessidades básicas. Isso foi codificado mais tarde na Bíblia hebraica (Lv 19,9-10; Dt 24,19-22; Rt 2,14-20) a ponto do profeta poder afirmar: "Atenção! Todos os que estão com sede, venham buscar água. Venham também os que não têm dinheiro: comprem e comam sem dinheiro e bebam vinho e leite sem pagar” (Is 55,1).
O que surpreende nessa tradição nômade, que depois se tornou legislação na Bíblia hebraica, é o fato de que esse é um direito dos pobres, independentemente da razão de sua pobreza. O que entristece na postura das pessoas de hoje é o contrário, ou seja, a indiferença diante do sofrimento. Ao invés de seguir o princípio cristão de denunciar a opulência dos ricos que gera a miséria (Tg 2,6), as pessoas de hoje querem fazer pesar sobre os pobres e sofredores a responsabilidade por todos os males. É claro que o dono do supermercado ou da mercearia da qual o pobre retirou o que precisava tem direito a ressarcimento. Mas, ao invés de responsabilizar o Estado e a própria sociedade por gerar pessoas famintas, os frequentadores de redes sociais querem culpabilizar os próprios pobres pela sua pobreza. Ao invés de aplaudir a proposta da senadora e denunciar a omissão do Estado e a indiferença das pessoas para com o sofrimento alheio, fazem recair sobre os mais pobres entre os pobres a responsabilidade pelo que lhes acontece.
Seria mais correto, por exemplo, denunciar aquela Rede de Televisão brasileira que deve centenas de milhões de reais de imposto à Receita Federal e ainda é declarada emissora oficial da Copa do Mundo. Seria mais cristão denunciar aquele banco, patrocinador oficial da Copa do Mundo, que deve bilhões de reais de imposto à Receita. Mas o que fazem as pessoas? Admiram e acreditam nessa televisão, participam dos realities shows por ela promovida, inclusive gastando do próprio dinheiro para participar dessa baboseira. Abrem suas contas nesse banco e assim por diante. Isso, sim, é que é incentivar o roubo e o furto e não propor que o pobre faminto possa pegar comida para matar a fome lá onde tiver alimento.
É hora de mudarmos, se queremos ser cristãos. O jejum, a esmola e a oração precisam ter conotação essencialmente social. Do contrário se torna ofensa a Deus (Is 1,11-15). Nesta Quaresma seria oportuno escutar o papa Francisco, o qual nos disse recentemente que a esmola não deve ser confundida com "caridade por receita” para tranqüilizar a própria consciência, mas experiência cristã que provoca mudanças sociais sérias (EG, 180). O jejum não deve ser um peso para expiar pecados (EG, 38-39). E a oração não pode ser reduzida a proposta alienante, consumo espiritual e nem expressão de individualismo doentio que busca salvação a qualquer custo (EG, 89-90). O cristianismo, para ser autêntico, precisa assumir o humano, "tocando a carne sofredora de Cristo no povo” (EG, 24). O resto é baboseira religiosa.
[José Lisboa Moreira de Oliveira é filósofo, teólogo, escritor, conferencista e professor universitário]
Órgãos: tráfico e doação
Dom Demétrio Valentini
Adital
Um dos bons ofícios da Campanha da Fraternidade é estimular nossa reflexão. A questão do tráfico humano nos leva a ponderações sobre o nosso corpo. Ele está no centro da questão do tráfico humano: está em jogo o corpo. Ele sofre a exploração.
O corpo é ao mesmo tempo expressão visível da vida humana, e condição indispensável de sua existência. Se o corpo exerce corretamente suas funções, a vida flui, exuberante. Se o corpo tem dificuldade de funcionamento, a vida padece. O atestado de morte mais radical é o médico constatar a "falência múltipla dos órgãos”.
Por mais que cultivemos a certeza de uma sobrevida, que ultrapasse nossos condicionamentos físicos, a vida humana nunca deixa de se expressar através do corpo. Ele é um "organismo” integrado de forma admirável e prodigiosa, com todos os seus "órgãos” funcionando a serviço do prodígio maior, que é a vida humana.
Os múltiplos órgãos do corpo funcionam a serviço da vida humana. O cuidado com o corpo ultrapassa sua consistência física. Sua finalidade não se detém no corpo. Ele se posiciona em direção à vida.
O corpo está em função da vida. E a própria vida humana encontra seu sentido mais profundo quando ela também encontra uma finalidade maior, que a justifica plenamente.
"Ninguém vive para si mesmo”, alerta São Paulo. Nossa vida também não é "auto-referencial”. Ela gira em torno de um mistério maior.
Aí entra uma questão central que a Campanha da Fraternidade levanta neste ano. Como usar do corpo, para que ele esteja plenamente a serviço da vida.
Salta aos olhos a perversidade de quem se julga no direito de dispor de órgãos humanos, fazendo deles mercadoria, colocada à venda para fins lucrativos.
Desta maneira, se explora o corpo humano, com os expedientes usados para a obtenção dos órgãos que são vendidos como mercadorias, pervertendo sua finalidade, fazendo do corpo um instrumento de exploração, ferindo a dignidade humana.
Tanto a finalidade, como os procedimentos para obtenção forçada de órgãos, se tornam, assim, desumanos e anti-éticos.
Quando, porém, a pessoa humana, consciente do significado transcendente de sua vida, ela própria decide colocar gratuitamente seus órgãos, que permanecem sempre a serviço de sua vida pessoal, para estarem eventualmente a serviço da vida de outras pessoas, que estiverem na dependência de receber tais órgãos, aí muda de sentido, radicalmente.
Pois neste caso, de doação livre dos órgãos, eles são colocados a serviço da vida humana.
Assim, a doação livre dos próprios órgãos, para ficarem à disposição de pessoas que necessitam deles, é um gesto que toma sentido na finalidade suprema da existência humana, que consiste em doar a própria vida por amor.
Para que a doação de órgãos tenha este sentido, é preciso que seja feita em plena liberdade. Como fez Jesus. Ele enfatizou claramente: "Ninguém tira minha vida, eu a dou livremente”.(Jo 10,18)
O corpo humano pode, assim, ser colocado como expressão do amor, que justifica a doação total da própria vida. É isto que está na origem do sacramento da Eucaristia. Tendo assumido um corpo humano, o Filho de Deus fez deste corpo, o sinal maior de seu amor.
A quaresma recorda e revive este gesto maior de Cristo. Ele entregou seu corpo para expressar seu amor por nós!
MEU 1º DE ABRIL DE 1964
Frei Betto
Adital
Na data do golpe militar, eu participava em Belém (PA) do congresso latino-americano de estudantes. Nunca havia vivido um golpe e, muito menos, uma ditadura. Meu pai, no entanto, sofrera sob o Estado Novo de Vargas, padecera prisão, e se vira obrigado a deixar o Rio e retornar a Minas ao assinar o Manifesto dos Mineiros.Na capital paraense as notícias chegavam confusas e difusas. Pelas ruas, viaturas militares. Lideranças estudantis de outros países do Continente, já acostumadas a quarteladas, preferiram dissolver o congresso. Foi o salve-se quem puder...
Como membro da direção nacional da Ação Católica, eu estava hospedado na residência do arcebispo Dom Alberto Ramos, a convite de seu bispo auxiliar, Dom Milton Pereira. Este era progressista; o outro, conservador.
Na noite do 1º de abril, vi na TV o arcebispo dar loas à Virgem de Nazaré por livrar o Brasil do comunismo, e sugerir que entre seu clero havia quem sofresse influência marxista... Dom Milton aconselhou-me buscar refúgio fora dali.
Fui para a casa de Lauro Cordeiro, militante da JEC (Juventude Estudantil Católica). Ali, de ouvidos colados ao rádio, tentávamos avaliar o que ocorria no Sudeste do país. Jango fora deposto e buscara exílio no Uruguai. Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados, assumira a presidência da República sob tutela dos militares. Estes impunham novas eleições presidenciais a 11 de abril, pelo voto apenas de membros do Congresso Nacional que ainda não haviam sido cassados.
Mas... cadê a resistência de toda aquela multidão que aplaudira Jango no megacomício de 13 de março, no Rio? E a militância do Partidão, onde se enfiara? A esquerda não bradava ser capaz de mobilizar milhares de trabalhadores em caso de ameaça de golpe? Por que as tropas comandadas pelo general Olímpio Mourão Filho viera de Minas ao Rio sem se deparar com nenhum empecilho?
Nossos sonhos libertários se derretiam como os saborosos sorvetes da Tip Top, a mais famosa sorveteria da capital paraense. Após nove dias esperando a poeira baixar, decidi retornar ao Rio, onde morava.
Minha passagem aérea tinha sido cedida por Betinho, então chefe de gabinete do ministro da Educação, Paulo de Tarso dos Santos. Deparei-me com a agência da Varig repleta de pessoas afoitas por viajarem. Ao ser atendido, fui informado de que "estão canceladas todas as passagens de cortesia emitidas pelo governo anterior”. Sem dinheiro, me senti desamparado.
Na capa da passagem (outrora os bilhetes aéreos vinham encadernados) havia o carimbo de "Cancelado”. Rasguei a capa e estendi-a ao funcionário que avisava não ter mais assento vago em voos diretos para o Rio, a menos que o passageiro fizesse escala no Recife. Consegui embarcar.
Cheguei à capital pernambucana a 10 de abril, dia da posse de Dom Helder Camara como arcebispo de Olinda e Recife. Ele havia sido o responsável pela minha transferência de Minas para o Rio e cuidava da manutenção do apartamento das direções da JEC e da JUC (Juventude Universitária Católica).
Talvez por captar minha aflição, Dom Helder, após a missa de posse, deixou a recepção por alguns minutos para ouvir o relato do que eu presenciara em Belém. Em seguida, embarquei para o Rio, tomando assento ao lado de Dom Cândido Padin, bispo auxiliar do Rio e assessor nacional da Ação Católica.
Ao aterrissar no aeroporto Santos Dumont, o piloto avisou que todos deveriam permanecer a bordo, pois a Polícia Federal entraria para conferir a identidade de cada passageiro. Passei a Dom Padin todos os documentos do congresso de estudantes, temendo que fossem considerados subversivos. Ele os escondeu dentro do hábito beneditino.
Ao ingressar na aeronave, os policiais avistaram a figura episcopal: "O bispo pode desembarcar”, disseram. Todos os demais fomos identificados e revistados. Desembarquei ileso.
Na madrugada de 5 para 6 de junho de 1964, o apartamento da direção da Ação Católica foi invadido por agentes do CENIMAR (Centro de Informações da Marinha). Fomos todos arrastados para o Comando Naval, no centro do Rio, e depois encarcerados no quartel dos fuzileiros navais, na Ilha das Cobras.
A ditadura me atingira na pele, pela primeira vez, para mais tarde me prender por quatro anos (1969-1973) e cassar por dez meus direitos políticos.
Frei Betto é escritor, autor de "Diário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira” (Rocco), entre outros livros.
Como membro da direção nacional da Ação Católica, eu estava hospedado na residência do arcebispo Dom Alberto Ramos, a convite de seu bispo auxiliar, Dom Milton Pereira. Este era progressista; o outro, conservador.
Na noite do 1º de abril, vi na TV o arcebispo dar loas à Virgem de Nazaré por livrar o Brasil do comunismo, e sugerir que entre seu clero havia quem sofresse influência marxista... Dom Milton aconselhou-me buscar refúgio fora dali.
Fui para a casa de Lauro Cordeiro, militante da JEC (Juventude Estudantil Católica). Ali, de ouvidos colados ao rádio, tentávamos avaliar o que ocorria no Sudeste do país. Jango fora deposto e buscara exílio no Uruguai. Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados, assumira a presidência da República sob tutela dos militares. Estes impunham novas eleições presidenciais a 11 de abril, pelo voto apenas de membros do Congresso Nacional que ainda não haviam sido cassados.
Mas... cadê a resistência de toda aquela multidão que aplaudira Jango no megacomício de 13 de março, no Rio? E a militância do Partidão, onde se enfiara? A esquerda não bradava ser capaz de mobilizar milhares de trabalhadores em caso de ameaça de golpe? Por que as tropas comandadas pelo general Olímpio Mourão Filho viera de Minas ao Rio sem se deparar com nenhum empecilho?
Nossos sonhos libertários se derretiam como os saborosos sorvetes da Tip Top, a mais famosa sorveteria da capital paraense. Após nove dias esperando a poeira baixar, decidi retornar ao Rio, onde morava.
Minha passagem aérea tinha sido cedida por Betinho, então chefe de gabinete do ministro da Educação, Paulo de Tarso dos Santos. Deparei-me com a agência da Varig repleta de pessoas afoitas por viajarem. Ao ser atendido, fui informado de que "estão canceladas todas as passagens de cortesia emitidas pelo governo anterior”. Sem dinheiro, me senti desamparado.
Na capa da passagem (outrora os bilhetes aéreos vinham encadernados) havia o carimbo de "Cancelado”. Rasguei a capa e estendi-a ao funcionário que avisava não ter mais assento vago em voos diretos para o Rio, a menos que o passageiro fizesse escala no Recife. Consegui embarcar.
Cheguei à capital pernambucana a 10 de abril, dia da posse de Dom Helder Camara como arcebispo de Olinda e Recife. Ele havia sido o responsável pela minha transferência de Minas para o Rio e cuidava da manutenção do apartamento das direções da JEC e da JUC (Juventude Universitária Católica).
Talvez por captar minha aflição, Dom Helder, após a missa de posse, deixou a recepção por alguns minutos para ouvir o relato do que eu presenciara em Belém. Em seguida, embarquei para o Rio, tomando assento ao lado de Dom Cândido Padin, bispo auxiliar do Rio e assessor nacional da Ação Católica.
Ao aterrissar no aeroporto Santos Dumont, o piloto avisou que todos deveriam permanecer a bordo, pois a Polícia Federal entraria para conferir a identidade de cada passageiro. Passei a Dom Padin todos os documentos do congresso de estudantes, temendo que fossem considerados subversivos. Ele os escondeu dentro do hábito beneditino.
Ao ingressar na aeronave, os policiais avistaram a figura episcopal: "O bispo pode desembarcar”, disseram. Todos os demais fomos identificados e revistados. Desembarquei ileso.
Na madrugada de 5 para 6 de junho de 1964, o apartamento da direção da Ação Católica foi invadido por agentes do CENIMAR (Centro de Informações da Marinha). Fomos todos arrastados para o Comando Naval, no centro do Rio, e depois encarcerados no quartel dos fuzileiros navais, na Ilha das Cobras.
A ditadura me atingira na pele, pela primeira vez, para mais tarde me prender por quatro anos (1969-1973) e cassar por dez meus direitos políticos.
Frei Betto é escritor, autor de "Diário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira” (Rocco), entre outros livros.
Participante do Big Brother Brasil sugere extermínio das pessoas vivendo com HIV
"Vamos matar todo o mundo.” Essa foi a sugestão da participante do Big Brother Brasil (BBB 14), veiculado pela Rede Globo de Televisão, Angela, 26 anos, advogada, de São Roque, Estado de São Paulo, como medida para ser aplicada a todas as pessoas vivendo com HIV. Não satisfeita, depois de proferir a sentença de morte, a advogada ainda disse: "O que mais me irrita é saber que a Aids existe porque teve um idiota que foi transar com um macaco.”
Angela fez os comentários infelizes, que causaram imediata indignação nas redes sociais, durante uma conversa sem pé nem cabeça sobre o destino da epidemia no reality show da Globo. Outro participante, Cássio, 22 anos, estudante de publicidade, de Alvorada, Estado do Rio Grande do Sul, dava aos colegas a desinformação de que, geralmente , quem tem (HIV) não dura mais de 40 anos.
"O que o homem gasta com remédios para portadores de Aids, se ele gastasse apenas três vezes mais, em 40 anos acabava a Aids no mundo. Daria remédio para todas as pessoas. Quem já tem, geralmente não dura mais de 40 anos, eles falecem e a Aids acaba", disse o gaúcho.
"Quanta idiotice”, reagiu Silvia Almeida, ativista do Movimento Nacional das Cidadãs PostiHIVas, há 20 anos vivendo com HIV e trabalhando pelo fim do preconceito. "O mínimo que a Globo tem de fazer para reparar esse absurdo é expulsar essa participante do programa. É justamente por causa de pessoas assim que temos um trabalho enorme de conscientização e prevenção."
"Que loucura! Estou chocado. Muito absurdo essa pessoa reforçando o preconceito dessa maneira. Precisamos de uma retratação urgentemente”, disse José Araújo Filho, presidente do Espaço de Prevenção e Humanização (Epah). "A Globo é responsável por tais situações. O programa é de responsabilidade da emissora, que ganha milhões. O Departamento (Departamento Nacional de DST/Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde) tem de se posicionar."
"Como uma advogada pode dizer, em rede nacional, que portadores de HIV deveriam morrer todos? É chocante", escreveu uma internauta no Twitter.
"Ângela disse no BBB14 que para acabar com a HIV-Aids, é preciso matar todos os portadores da doença. Próxima eliminada do programa." e "Bial realmente precisava trazer a baila o lance do HIV pra baixar a bola da Angela", foram outras manifestações no Twitter.
Uma petição pública está circulando na internet pedindo a imediata retratação da Globo, no endereço:http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR70334
CEBI-GO: Perfumando e embelezando (assembleia de 2014)
por Pedro Caixeta e Katiuska Serafin
Já é março, e suas águas vão fechando o verão, e é promessa de vida no coração. Amantes da Palavra da Vida, biblistas estudantes e assessores/as do CEBI-GO, estão reunidos/as em Goiânia, em ocasião da sua 9ª Assembleia Estadual, com o intuito de celebrar a caminhada vivida no último triênio (2011-2013), bem como avaliar e projetar os próximos passos.
Sexta-feira (14/03) nas chegadas, abraços e cheiros eram trocados, corporeificando a alegria do Reino. Somos de várias cidades do estado de Goiás (Itaberaí, Anápolis, Trindade, Jussara, Senador Canedo, Aparecida de Goiânia, Goiás, Orizona, Carmo do Rio Verde e Goiânia). Comungamos de algumas denominações cristãs (Comunidade Batista e Católica Apostólica Romana). A Bíblia tem nos guiado no caminho da unidade pelo compromisso com os/as empobrecidos/as e na luta pela causa dos/as pobres de Deus.
“... e a casa inteira ficou cheia do perfume” (Jo 12,3b)
Sábado (15/03) foi o momento de cheirar o vento e perceber os perfumes que o CEBI espalhou e nos deixou cheios/as de fragrâncias. Quanta riqueza!!! O trabalho tem acontecido e já dá para sentir: nossa leitura bíblica não tem cheiro de mofo! Temos um jeito criativo de fazê-la que acrescentado a uma intencionalidade libertadora, confere-lhe um perfume todo especial. Este perfume pode ser melhor sentido na inclusão de diversos olhares: ecumênica, juvenil, socioambiental na perspectiva do Cerrado, feminista/de gênero, negritude, terceira idade e das vidas nas periferias. Guardamos todas essas coisas em nosso coração. Éramos 56 pessoas.
Domingo (16/03) foi o dia que projetamos nossos sonhos para continuarmos a construir o Reino e seguir embelezando nossos caminhos. Estes sonhos passaram pela escolha dos eixos norteadores para a caminhada 2014-2016, que são: Vidas nas periferias, leitura feminista/gênero e Cerrado. Além disso, escolhemos a nova coordenação que terá a responsabilidade de cuidar para que estes eixos sejam vivenciados e testemunhados à luz da Palavra. Coordenação escolhida pela Assembleia: Suely Barros, Pedro Caixeta, Érika, Carlos e Múria. Suplentes: Suely Rosa e Lina. Deus da Vida, Pai e Mãe, nós te agradecemos pela dádiva da liberdade e pela capacidade de fazermos escolhas. Amém!
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