sábado, 22 de março de 2014

O PORQUÊ DA PARALISAÇÃO POR TRÊS DIAS NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA


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A CNTE convoca mobilização nacional para os dias 17, 18 e 19 de março. Trabalhadores em educação vão parar o Brasil para exigir o cumprimento da lei do piso, carreira e jornada, investimento dos royalties de petróleo na valorização da categoria, votação imediata do Plano Nacional de Educação, destinação de 10% do PIB para a educação pública e contra a proposta dos governadores e o INPC. 

A mobilização foi anunciada pelo presidente da CNTE após, ao arrepio da Lei, o Ministério da Educação orientar a atualização do piso em 8,32%, com a publicação, no dia 18/12 do ano passado, por meio da Portaria Interministerial nº 16 (DOU, pág. 24), da nova estimativa de custo aluno do Fundeb para 2013, a qual serve de referência para a correção do piso salarial do magistério em 2014. 
O critério utilizado pelo MEC para atualizar o piso, em 2014, compara a previsão de custo aluno anunciada em dezembro de 2012 (R$ 1.867,15) com a de dezembro de 2013 (R$ 2.022,51), sendo que o percentual de crescimento entre os valores foi de 8,32%, passando o piso à quantia de R$ 1.697,37. Até então, a previsão de atualização era de 19%.
Assim como no ano passado, a CNTE questionou o percentual de correção do piso para 2014, uma vez que dados já consolidados do Fundeb, até novembro de 2013, apontavamm crescimento do valor mínimo de aproximadamente 15%. E isso levou a crer que o MEC agiu na ilegalidade, a fim de contemplar reivindicações de governadores e prefeitos que dizem não ter condições de honrar o reajuste definido na Lei do Piso, mas que, em momento algum, provam a propalada incapacidade financeira.
Se, em 2013, o calote no reajuste do piso foi de cerca de 8%, este ano ele ficará em torno de 7%, totalizando 15%, fora as contradições interpretativas do acórdão do STF sobre o julgamento da ADIn 4.167, que excluiu o ano de 2009 das atualizações e fixou percentual abaixo do previsto em 2010, conforme denunciado à época pela CNTE.
Diante da nova “maquiagem” que limitará o crescimento do piso, inclusive à luz do que vislumbra a meta 17 do PNE, a CNTE antecipou sua decisão de organizar grande mobilização nacional da categoria no início doano letivo, orientando suas entidades filiadas a ingressarem na justiça local contra os governadores e prefeitos que mantêm a aplicação dos percentuais defasados para o piso do magistério, como forma de contrapor os desmandos dos gestores públicos que têm feito caixa com os recursos destinados à valorização dos profissionais das escolas públicas.
Plano Nacional de Educação
O plenário do Senado Federal aprovou dia 17, a versão do PNE que seguirá para análise final na Câmara dos Deputados.
Em nota (clique aqui), a CNTE expôs sua contrariedade ao relatório final do Senado, apontando os pontos críticos que a Entidade lutará para que sejam revertidos na tramitação da Câmara dos Deputados, que deverá ocorrer no início deste ano.
Essa tramitação derradeira colocará frente a frente os substitutivos aprovados pela Câmara e o Senado, devendo prevalecer um dos dois textos. E a CNTE lutará pela manutenção das metas de alfabetização até o fim do primeiro ciclo do ensino fundamental, pela expansão das vagas públicas na educação profissional e no ensino superior, pela destinação das verbas públicas (10% do PIB) para a educação pública, assim como requererá a manutenção de artigos do projeto de lei e de estratégias do substitutivo da Câmara, a exemplo da que prevê a fixação de prazo para aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional – a fim de que o PNE não se torne uma nova carta de intenções – e da que garante a complementação da União ao CAQ, além de outros pontos.

quarta-feira, 19 de março de 2014

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O DESPERDÍCIO DE ÁGUA: Quase 40% da água limpa se perde antes de chegar ao consumidor no Brasil


Desperdício acontece entre saída da estação de tratamento e chegada às residências. Em algumas regiões do Norte, perda chega a até 70%. Entre as principais razões, vazamentos na rede e transbordamento de reservatórios.
A reportagem é de Clarissa Neher e Nádia Pontes e publicada pelo sítio Deutsche Welle, 10-03-2014.
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No centro mais populoso do Brasil, São Paulo, uma força-tarefa tenta manter a normalidade no fornecimento de água. Em março, o Sistema Cantareira, que abastece metade da população da região metropolitana da capital, registrou o menor índice nos reservatórios desde 1974, quando o complexo começou a funcionar. Governos e operadoras apelam ao consumidor e oferecem bônus para quem economizar em casa.
Mas não é o consumidor comum o maior responsável pelo desperdício de água limpa, e sim as operadoras do serviço. A maior perda acontece antes mesmo de a água tratada chegar às casas. Atualmente, em média, 38,8% da água é perdida entre a saída da estação de tratamento e a entrada nas casas.
"Não sabemos exatamente onde e como", diz Osvaldo Garcia, secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, sobre o desperdício. "Fica a cargo de cada prestadora e da agência reguladora de cada região analisar o seu desempenho."
Os números do desperdício são de 2011. Anualmente, operadoras do serviço enviam seus dados ao Sistema Nacional de Informação de Saneamento (SNIS), que compila as informações. A declaração dos números por parte das empresas não é compulsória. "É obrigatório da seguinte maneira: quem não envia dados não tem acesso a verbas federais", complementa Garcia.
Os números do ano passado estão em fase final de análise e devem ser divulgados em abril. A expectativa é de que o desperdício caia para 37%. Um índice ainda elevado. "Mas os números estão em queda. Em 2006, era de 43,8%", aponta Garcia.
Líder em desperdício
"Apesar da redução, esses valores continuam altos. Em Tóquio, essa perda está em torno de 7%", critica Wilson de Figueiredo Jardim, coordenador do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Enquanto no Brasil, o volume perdido chega a 70% em algumas cidades da região Norte.
Mesmo se a economia feita pela população for significativa, a quantidade pouco deve refletir no nível dos reservatórios, lembra Jardim. O comportamento brasileiro segue a tendência mundial: o consumo doméstico de água representa apenas 8% da demanda mundial. A liderança do ranking é da agricultura – a atividade econômica é responsável por 72% da água consumida no país.
Segundo o SNIS, 91% dos municípios brasileiros enviaram ao órgão os dados sobre desperdício. Para especialistas que acompanham o setor, no entanto, os valores declarados são, muitas vezes, apenas estimativas feitas pelas empresas, pois algumas concessionárias não sabem a quantidade exata da sua produção. Sem medidores que determinem valores exatos, a perda pode ser bem maior que o declarado.
"Muitos valores são omitidos. Eles não sabem o quanto perdem de água, porque cerca de 90% das companhias não têm medidores na entrada e saída da estação, então estimam o volume produzido. E muitos mentem para conseguir financiamentos", afirma o presidente do Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Sindcon), Giuliano Dragone.
As perdas ocorrem devido a vazamentos na rede e transbordamento de reservatórios, ocasionados por falta de manutenção e de investimentos nos sistemas, além da má gestão, aponta Wilson de Figueiredo Jardim, da Unicamp.
Grande parte dessa perda poderia ser estancada com investimentos em renovação das redes e equipamentos de controle. "O setor privado sabe que a perda é sinônimo de ineficiência. As empresas privadas investem muito em automação e em setorização da rede", alega o presidente do Sindcon. O setor privado atende a 10% da população brasileira, 70% dos consumidores pagam a companhias estaduais pelo fornecimento de água e 20% a órgãos municipais.
Dragone cita os exemplos das cidades de Limeira e Palestina, no interior de São Paulo, onde em poucos anos houve grandes avanços na redução desse volume. "Em 1995, Limeira tinha perdas na ordem de 45% e quatro anos após a concessão esse valor caiu para 17%. Em Palestina era de quase 50% e, em três anos, conseguiu-se reduzir para 15%", conta.
Bolso do consumidor
Não são as empresas que arcam com os custos da perda. O consumidor é quem acaba pagando a conta, pois esse valor está incluso na tarifa. "Se as operadoras de água não recebessem pelo desperdício, certamente esse quadro seria muito diferente. Mas elas estão numa posição extremamente cômoda porque perdem água e recebem por ela", afirma Jardim.
Na opinião do pesquisador, para mudar esse cenário os governos deveriam fixar metas realistas de redução e buscar o comprometimento das prestadoras de serviço com esse objetivo, além de reforçar a fiscalização. No modelo atual, não existe um órgão federal para fiscalizar as perdas – o serviço é feito por agências reguladoras estaduais e municipais.
Mesmo que as empresas cortem o desperdício de água, especialistas não acreditam que a economia seja revertida ao consumidor. "A redução da perda permite sanar problemas de caixas das empresas. A empresa vai conseguir ter uma boa gestão, economizar com a redução e sobrará dinheiro para investir. Reduzir tarifa é complicado, mas melhorar o serviço para a população é possível", afirma Dragone.
Para reduzir o desperdício, Osvaldo Garcia, do Ministério das Cidades, não acredita que uma fiscalização mais intensa seja a melhor saída. "Tem que haver investimento por parte da concessionária. Ele tem que investir pra diminuir essa perda", sugere.

A samaritana encontra Jesus: Em busca da fonte de água viva João 4,1-42

[Carlos Mesters, Mercedes Lopes e Francisco Orofino]

Quarta-feira, 19 de março de 2014 - 9h38min
Os samaritanos eram desprezados pelos judeus. Este desprezo vinha de longe, desde o século VIII antes de Cristo (2Rs 17,24-41), e transparece em alguns livros do Antigo Testamento. O livro do Eclesiástico, por exemplo, fala de um “povo estúpido que mora em Siquém, que nem sequer é nação” (Eclo 50,25-26). Muitos judeus da Galileia, quando viajavam para Jerusalém, não passavam pela Samaria. O Evangelho de João mostra Jesus fazendo o contrário, passando pela Samaria e acolhendo os samaritanos. Por causa disso, era criticado pelos judeus, que o xingavam de “samaritano, possesso de demônio” (Jo 8,48). Depois da ressurreição, os seguidores e as seguidoras de Jesus, seguindo o exemplo de Jesus, superaram seus preconceitos e anunciaram a Boa-nova aos samaritanos (At 8,4-8). Nas comunidades do Discípulo Amado, havia muitos samaritanos.
 
Carlos Mesters, Mercedes Lopes e Francisco Orofino publicaram esta e outras reflexões no livro Raio-X da Vida.

1.    João 4,1-6: O palco onde se realiza o diálogo entre Jesus e a samaritana
 
Quando Jesus percebe que os fariseus poderiam irritar-se com a sua atividade batismal, ele sai da Judeia e volta para a Galileia. Desse modo, evita uma briga religiosa (Jo 4,1-3). Voltando para a Galileia, Jesus passa pela Samaria. Por volta do meio-dia, ele chega junto do poço de Jacó. Cansado da viagem, senta perto do poço, onde a samaritana o encontra. O poço era o lugar tradicional de encontros e de conversas. Hoje, seria a praça, o bar, a rodoviária, o shopping... É perto do poço que começa a longa e difícil conversa que foi de muito proveito para ambos.

2.    João 4,7-15: Primeira parte do diálogo: a conversa sobre a água ou o trabalho
 
Água, corda, balde e poço eram os elementos que marcavam o mundo do trabalho da samaritana. É Jesus que toma a iniciativa do diálogo. Ele parte da necessidade bem concreta da sua própria sede e diz: “Dá-me de beber?” Pela pergunta a samaritana descobre que Jesus precisa dela para ele poder resolver o problema da sua sede. Assim, Jesus desperta nela o gosto de ajudar e de servir. Desde o começo da conversa, Jesus usa a palavra água nos dois sentidos. No sentido normal: água que mata a sede; e no sentido simbólico: água como fonte de vida e como dom do Espírito Santo, prometido no Antigo Testamento (Zc 14,8; Ez 47,1-12). Desde o começo da conversa, a samaritana entende a palavra água no seu sentido normal de água que mata a sede do corpo. Existe uma tensão entre os dois. Jesus tenta ajudar a samaritana a passar para um outro nível de entendimento. A samaritana, por sua vez, procura levar Jesus a entender as coisas conforme o sentido que elas têm no dia a dia. Por isso, por esta porta da água ou do trabalho, Jesus não consegue comunicar-se com ela e a conversa não avança.

3.    João 4,16-18: Segunda parte do diálogo: a conversa sobre o marido ou a família
 
Jesus tenta estabelecer contato por uma outra porta. Ele diz: “Vá buscar seu marido!” É a porta da família. Mas também aqui ele encontra a porta fechada. A samaritana responde secamente: “Não tenho marido!” Jesus diz: “Você falou bem. Você teve cinco maridos e o que tem agora não é o seu marido!” Os cinco maridos evocam simbolicamente os cinco ídolos do povo samaritano (2 Rs 17,29-30). Aquele com quem ela convive agora, ou seja, o sexto a que Jesus alude, talvez seja João Batista, venerado como messias, ou a fé diferente dos samaritanos em Javé. O Quarto Evangelho sugere discretamente que o sétimo é o próprio Jesus, o messias, o esposo que o povo estava esperando.

4.    João 4,19-24: Terceira parte do diálogo: a conversa sobre o lugar da adoração
 
Finalmente, por causa da resposta recebida, a samaritana identifica Jesus e diz: “Vejo que o senhor é um profeta”. Neste momento, ela se situa na conversa e começa a tomar a iniciativa. Muda o rumo da conversa e puxa o assunto para a religião: Onde adorar Deus? Lá em Jerusalém ou aqui no Monte Garizim? Os samaritanos tinham construído um templo no Monte Garizim que ficava perto do poço onde eles conversam. Jesus entra pela porta que a mulher abriu. Primeiro, ele relativiza o lugar do culto: nem aqui nem lá! Neste ponto, os judeus não têm nenhum privilégio. Em seguida, esclarece que tanto judeu como samaritano, ambos adoram Deus. A diferença é que os judeus adoram o que conhecem. Os samaritanos adoram o que (ainda) não conhecem, “porque a salvação vem dos judeus”, mas não se restringe a eles. E Jesus termina dizendo que chegará o tempo em que se poderá adorar Deus em qualquer lugar, contanto que seja “em espírito e verdade”.

5.    João 4,25-26: A revelação: “O Messias sou eu que estou conversando contigo!”
 
A samaritana muda novamente o rumo da conversa e puxa o assunto para a esperança messiânica do seu povo: “Sei que vem um Messias. Quando ele vier, nos vai mostrar todas essas coisas!” Novamente, Jesus aceita a mudança do rumo da conversa, entra pela porta que a samaritana abriu e se apresenta: o Messias “sou eu que estou conversando contigo!” A esta mulher, excluída e herética para os judeus da época, Jesus revelou, por primeiro, a sua condição de Messias. Enquanto ele mesmo tomava a iniciativa, a conversa não avançava. Ela só avançou e atingiu o seu objetivo a partir do momento em que a samaritana se situou e começou a tomar a iniciativa. Será que nós temos a mesma coragem de deixar ao outro a iniciativa do rumo da conversa?

6.     João 4,27-30: A transformação que o diálogo realiza na samaritana

Os discípulos tinham ido ao povoado comprar alimento (Jo 4,8). Retornando, encontraram Jesus conversando com uma mulher. Estranham, mas não dizem nada. Então, a samaritana larga o balde perto do poço e volta sem água para o povoado. Já não precisa da água do poço de Jacó, da antiga Lei. Ela havia encontrado a fonte da água que brotava dentro dela para a vida eterna (Jo 4,14). Chegando no povoado, ela anuncia Jesus: “Venham ver um homem que me disse tudo o que eu fiz! Será que ele é o Messias?” O resultado deste difícil diálogo parece muito reduzido. Jesus só conseguiu provocar uma pergunta na mulher: “Será que ele é o Messias?” Talvez seja este o resultado mais positivo que se possa imaginar. Jesus não dá respostas. Ele levanta perguntas que levam a pessoa a refletir sobre o sentido da vida.

7.    João 4,31-38: A transformação que o diálogo realiza em Jesus

Mesmo correndo o risco de não obter nenhum resultado, Jesus não se impõe nem condena a mulher, mas respeita-a profundamente. Durante a conversa, ele não se fecha dentro da sua religião nem dentro da sua raça, mas se orienta por aquilo que ele mesmo aprendia da própria samaritana. No fim, esqueceu até a comida que os discípulos tinham trazido, pois presta atenção ao que o Pai lhe diz por meio da conversa com a samaritana: “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e completar a sua obra!” (Jo 4,34). Jesus lê os fatos com outros olhos. Para os judeus, os samaritanos são um povo a ser desprezado. Para Jesus, eles são um campo fértil, pronto para a colheita (Jo 4,35). Ele descobre que, na vida da samaritana, pessoa não judia e não praticante, existe o “dom de Deus” (Jo 4,10). A Boa-nova de Deus existe na vida de todas as pessoas. Os discípulos e as discípulas não são os donos da Boa-nova. Devem ser servidores, instrumentos. Sua missão é ajudar as pessoas a descobrir o dom de Deus dentro das suas vidas.

8.   João 4,39-42: O resultado da missão de Jesus na Samaria

Aqui temos o mesmo processo que já vimos na formação da primeira comunidade: encontrar, experimentar, partilhar, testemunhar, conduzir até Jesus. A samaritana encontrou, experimentou, partilhou, testemunhou e conduziu o seu povo até Jesus. Os samaritanos, por sua vez, escutaram a partilha que ela fez e, por isso, convidaram Jesus a ficar com eles. Durante a convivência de dois dias, eles mesmos experimentaram a Boa-nova e começaram a partilhar e a testemunhar a sua experiência com a samaritana: “Nós próprios ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo!” Resumindo: nesta longa conversa, Jesus transgrediu várias normas religiosas e culturais da época: Passou pela Samaria, o que não era costume dos judeus. Sendo judeu, conversou com uma samaritana, o que era proibido. Sendo homem, conversou com uma mulher e pediu bebida a uma pessoa proibida, sem preocupar-se com as normas severas da pureza. Conviveu dois dias com os samaritanos. Conviver, comer e beber juntos era sinal de grande intimidade. A comunhão de mesa era permitida só com os da mesma religião.

terça-feira, 18 de março de 2014

Mulheres que fazem história


Gilvander Moreira[1]

Vamos mais uma vez  parabenizar as mulheres, sem contudo  esquecer o dia 8 de março de 1857, nos Estados Unidos, em Nova Iorque, quando operárias – a maioria imigrantes italianas e judias – que trabalhavam em uma fábrica de tecidos  começaram uma greve. Todas foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Cerca de 130 morreram carbonizadas naquele dia.

E por que foram mortas aquelas mulheres? Porque lutavam por direitos trabalhistas: melhores condições de trabalho, redução da jornada de 14 para 10 horas diárias, equiparação de salários com os homens (elas recebiam 1/3 do salário deles fazendo o mesmo tipo de trabalho) e direito a licença-maternidade.
 O massacre comove ainda hoje todas as pessoas capazes de se indignar  diante de qualquer injustiça. Todos buscamos o dia em que homens e mulheres serão livres e capazes de viver a sua humanidade plenamente Entretanto, a despeito daquele massacre, somente em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, estabeleceu-se  o dia 8 de março  como o “Dia Internacional da Mulher”, uma homenagem àquelas 130 mulheres  imoladas no altar do ídolo capital no Império que ainda ruge nos dias atuais, mas que está balançando e poderá cair a qualquer momento. Em 1975 a data foi oficializada pela ONU - Organização das Nações Unidas.
Como estudioso da Bíblia, quero neste dia prestar a minha homenagem a todas as mulheres, recordando algumas das muitas mulheres da Bíblia que nos inspiram para a construção de um mundo melhor da perspectiva feminista:
  1. Eva, a mulher injustiçada do início da Bíblia que se rebelou contra a ideia de ficar sempre infantil e dependente, quis crescer e ganhar autonomia. Foi em busca da árvore do conhecimento: discernir entre o bem e o mal, algo ético e bom.
  2. Mirian, mulher destemida que animou Moisés a enfrentar o faraó, quem por primeiro canta a libertação do imperialismo egípcio. Com “pandeiro” na mão animou os pobres que fugiam da casa da servidão: “cavalos e cavaleiros afogaram-se no mar...”
  3. Jael[2], mulher do povo quenita, que mesmo não sendo considerada integrante do “Povo de Deus”, entrou para a história como Bendita, porque matou com uma estaca o general Sísara que tentava invadir e destruir a soberania do povo. Jael se fez solidária à grande Débora, juíza do povo que debaixo de uma palmeira administrava com justiça a convivência social.[3]
  4. Maria, mãe de Jesus de Nazaré, a que, assim como Jael, entrou para a história como Bendita (Cf. Lc 1,42). Mulher simples, do meio do povo, meditava tudo em seu coração e cultivava a utopia de uma grande revolução: derrubar do trono os poderosos e exaltar os humildes, construir uma sociedade sem oprimidos e sem opressores.
  5. Hulda, única mulher citada na Bíblia como profetisa, cujas palavras foram registradas por escrito, em um livro que não levou seu nome. (Cf. 2 Rs 22,15-20). Hulda vivia em Jerusalém, na periferia, a partir de onde ajudava o povo a discernir qual era o caminho da vida.
  6. Judite - viúva, bela, sábia, de fé libertadora e decidida - também entrou para a história como Bendita, porque liderou a resistência do povo frente ao ataque de um exército invasor. Chegou a cortar a cabeça do general Holofernes. (Cf. o livro Judite 14).
  7. Maria Madalena, a que teve a ousadia de amar Jesus destemidamente. Enfrentou a discriminação de apóstolos de Jesus, entrando  para a história como a primeira pessoa que testemunhou a ressurreição de Jesus. Madalena recebeu de Jesus a principal ordenação: “Vá e diga a todos que estou vivo, ressuscitado.” Grande apóstola e missionária que, inclusive, nos legou um evangelho que mesmo não sendo admitido como livro inspirado, tem muito a nos ensinar.
Como educador social, quero inspirar pessoas referindo aos exemplos de  muitas Mulheres lutadoras da atualidade que trazem no sangue o testemunho das 130 mulheres queimadas vivas nos Estados Unidos e se inspiram em muitas outras da Bíblia e da história revolucionária da humanidade. Rosa de Luxemburgo, Margarida Alves, Roseli Nunes, Olga Benário, Teresa D’Ávila, Teresinha de Lisieux ... Enfim, “uma multidão de 144 mil”.
Para não delongar, apresento, abaixo, o testemunho de uma.
Ideslaine dos Santos Pereira, da Comunidade Dandara - 887 famílias que ocuparam um terreno de 360 mil metros quadrados, dia 09/04/2009 -, em Belo Horizonte, MG, em entrevista ao Programa Palavra Ética, da TV Comunitária de BH, disse, entre tantas coisas, o seguinte:
“Eu vivia no meu mundinho, só pensando em meu umbigo, mas cansada de sofrer, sem ter mais como pagar o aluguel, ao ouvir pela TV que 140 famílias sem-casa tinham ocupado um terreno que estava abandonado no Céu Azul, não pensei duas vezes. Juntei uma trouxa e, junto com minha mãe, parti com a minha filhinha de 1 ano e meio para a ocupação. Meu único objetivo era conseguir um pedacinho de terra para construir uma casinha e assim sair da cruz do aluguel. Eu era medrosa, vivia pelos cantos até o momento em que acompanhava uma Assembleia Geral da Ocupação Dandara. Eu, escondida atrás de um barraco para não molhar na chuva, ouvi uma voz forte que bradava: “Vocês têm direito a esta terra que é uma propriedade que não cumpre sua função social. Terra abandonada, ociosa. Os pobres só conquistam seus direitos na hora que se unem, se organizam e, com fé no Deus da vida, lutam pelos seus direitos. Contem conosco nesta luta que é mais do que justa e sublime...” Saí detrás do barraco para ver quem estava falando. E eis que vi discursando, sob a chuva, uma pequena mulher, não mais do que 1,5 metro de altura. Falava com tanta determinação que me deixou impressionada. Depois fiquei sabendo que era Irmã Maria do Rosário, minha inspiradora a partir daquele momento. Senti naquela hora uma grande vergonha. Falei para mim mesma: “Ela tão pequena e com tanta coragem! E eu, grandona, e com medo de tudo?!” Naquela hora tomei a decisão de entrar na luta. Entrei e de lá pra cá não tenho mais medo, encaro a polícia, pois sei que os policiais têm direitos, mas eles têm de respeitar os nossos  direitos também. Sei que sou uma cidadã, pois devo lutar pela construção de uma cidade que caiba todos. Hoje, meu mundo não é mais aquele mundinho. Tenho grandes coisas para conquistar e nada me deterá na luta por um mundo justo, solidário e fraterno. Sou feliz é na luta, cuidando das minhas duas crianças, vivendo no meu barraco com meu marido. Hoje ajudo na coordenação de Dandara e sou educadora na comunidade. Tenho só oitava série, mas estou retomando meus estudos e na Universidade me tornarei uma advogada do povo para lutar contra as injustiças que pisam em tantos inocentes. Dandara, a companheira de Zumbi dos Palmares, vive em mim e em tantas companheiras. Sou dandarense com muito orgulho.”





[1] Mestre em Exegese Bíblica, professor de Teologia Bíblia, assessor da CPT, CEBs, SAB e Via Campesina – e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.brwww.gilvander.org.br

[2] Cf. o livro de Juízes 4-5, particularmente Jz 5,24.

[3] Cf. o livro de Juízes 4-5.

Aquecimento global

O aquecimento global é uma das maiores preocupações que o mundo tem hoje, e a maioria dos países tentam de alguma maneira conseguirem encontrar soluções para ao menos diminuir esse acontecimento, com certeza não é fácil porque as medidas não estão sendo tomadas de maneira certa, afinal em todos os países são abertas milhares de empresas todos os anos e essas são as principais causadoras dos problemas que estamos conhecendo hoje em dia. Por se tratar de algo que ainda não é tão influente assim as pessoas não dão tanta atenção e acabam deixando de lado um problema grave, isso não é algo que vai acontecer de uma hora para outra, mas com os pequenos acontecimentos já podemos notar que há grandes possibilidades do mundo ir se desfazendo por conta dos próprios seres humanos. Precisamos abrir os olhos para acontecimentos que estão “de baixo dos nossos narizes” e quando falamos assim queremos alertar sobre acontecimentos que existem em sua cidade, normalmente podemos ver pessoas fazendo derrubadas de arvores em fazendas e sítios e muitas vezes não são nem mesmo alertados sobre o que estão fazendo. Caso você note isso seria interessante que fizesse uma denúncia sobre o assunto porque se essa pessoa for repreendida provavelmente não vá mais continuar fazendo isso. O mundo contém milhões de empresas como já dissemos acima e quando elas não são fiscalizadas direito podem estar fazendo muitas coisas erradas, uma empresa especializada em leites, por exemplo, tem suas máquinas e elas precisam expelir a fumaça para algum lugar e esse é o ar que respiramos, depois precisam de uma boa pastagem para cultivar seus animais para que eles possam produzir leite saudável, é ai que entra a parte do desmatamento para conseguirem pastos que abriguem todos os animais é preciso derrubar as vegetações que muitas vezes estão em áreas de proteção ambiental. Para que os efeitos da revolta dos governantes comessem a dar certo é necessário que eles consigam encontrar meios de fiscalizar as cidades pequenas que tem indústrias, saber tudo sobre elas de onde vem o material o que é usado entre outras coisas se não vamos ficar vulneráveis aos ataques da natureza que tem acontecido em lugares que nunca antes tinham passado por isso.


O que significam as siglas das estradas brasileiras?



RODOVIAS RADIAIS
São as que partem de Brasília rumo ao interior desenhando um círculo ao redor da capital federal. São apenas oito estradas radiais: BR-010, 020, 030, 040, 050, 060, 070 e a Ba. A BR-020, por exemplo, liga Brasília a Fortaleza

RODOVIAS LONGITUDINAIS
Cortam o pais no sentido norte-sul. Há 14 rodovias desse tipo, cujo número vai de 100 a 199, sendo que 100 a 150 são as estradas a leste de Brasília e de 151a 199, a oeste da capital. A BR-153, por exemplo, liga Marabá (PA) a Aceguá (RS)

RODOVIAS TRANSVERSAIS
São as 21 estradas que cruzam o país na direção leste-oeste. Variam de 200 a 299, sendo que 200 a 250 ficam com as rodovias ao norte de Brasília e 250 a 299 para as vias ao sul do Distrito Federal. A BR-230, por exemplo, liga Cabedelo (PB) a Benjamin Constant (AM)

RODOVIAS DIAGONAIS
Seguem os rumos noroeste-sudeste ou nordeste-sudoeste. O número varia de 300 a 399, sendo que as pares cruzam o país na direção noroeste-sudeste e as ímpares rumam por nordeste-sudoeste. A BR-364, por exemplo, vai de Limeira (SP) ao Acre

RODOVIAS DE LIGAÇAO
Essas rodovias conectam duas rodovias ou pelo menos uma rodovia federal e um ponto importante. São 85 estradas diagonais numeradas de 400 a 499, sendo que as de 400 a 450 passam ao norte do paralelo de Brasília e as de 451 a 499 passam ao sul. A BR-407, por exemplo, vai de Piripiri (PI) a Anajé (BA)


Teologia da Libertação e a experiência de encontrar Deus na face dos pobres

Adital
Durante o segundo dia do Congresso Continental de Teologia, que teve início na noite do último domingo, 07, logo pela manhã, o Dr. Jung Mo Sungda Faculdade de Humanidades e Direito da Universidade Metodista de São Paulo – UMESP, abordou, durante sua Conferência, a Economia e Teologia, no anfiteatro Pe. Werner, na Unisinos.
Economia e Teologia – Teologia da Libertação em época de Império
"Primeiro”, começa o Dr. Jung Mo Sung, "é importante saber que Teologia da Libertação é teologia”. Segundo ele, Teologia da Libertação retrata o Deus da vida e a opção pelos pobres. Além disso, aborda:
• Noção de Deus e da vida humana;
• Vida da alma x vida corpórea;
• Reprodução da vida: a produção, distribuição e consumo de bens materiais e simbólicos necessários. Nesse sentido, gera-se conflito social;
• Teologia da Libertação critica teologicamente a economia.
Para o Dr. Jung Mo Sung, faz-se necessário "salvar a teologia do seu cinismo, porque realmente no mundo de hoje muita teologia reduz-se ao cinismo, que você não olha para os problemas que estão ao seu redor”. Segundo o conferencista, um conceito importante é o de divisão social do trabalho. "Qual o nível tecnológico dessa divisão social do trabalho?”, indaga.
Além disso, para Mo Sung, há outra coisa importante: "Quais os valores sociais que fazem com que a sociedade viva como um sistema?”. Para ele, é preciso justificar através da teologia a divisão desigual das mercadorias. "No século XVIII e XIX começa o mundo industrial. O tempo cíclico da natureza é substituído pelo relógio da produção. O tempo industrial está passando, agora estamos vivendo no mundo daglobalização e informação”, explica. Para ele, o sistema capitalista faz com que as pessoas consumam. "O consumismo, que começa nos anos 50, inicia com a necessidade de extravasar o processo de produção.”
Modernidade e a fé/teologia
A Igreja volta-se para o mundo e ao fazer isso enfrenta o mundo moderno, que foi compreendido como racional, secularizado e ateu, explica Mo Sung. Esse mundo moderno, segundo ele, apresenta-se como antropocêntrico. "O mundo moderno é antropocêntrico porque assim os filósofos da modernidade se apresentaram. A teologia é, neste sentido, um diálogo com a modernidade.” "Mas e se a modernidade for uma invenção? Há uma razão ou uma racionalidade irracional? Quando você destrói os povos, isso é racional? O progresso justifica isso?”
Mo Sung questiona se o mundo moderno é antropocentrismo ou capitalcentrismo, uma vez que acumular capital é o critério último da vida social. E pergunta: "Há um ateísmo ilustrado ou idolatria, uma vez que há sacrifícios da vida humana e do meio ambiente?”
Modernidade Ocidental
"Capitalismo e racismo são duas faces do mesmo processo histórico”, diz o Dr. Jung Mo Sung. Para ele, o capitalismo pode ser entendido como uma nova religião da vida cotidiana que, como qualquer outra, gera um novo tipo de espiritualidade. E continua: "As igrejas representam a sacralização do sistema dominante de cada época”, ao frisar que o Império não é apenas uma força. "Discurso da harmonia é discurso do imperial.”
Para ele, crítica da idolatria tem que ser a partir da noção de transcendência dos que foram excluídos, das vítimas e não de um Deus que vem de cima e impõe. "Esse espírito de comunhão e espiritualidade não podem fazer com que esqueçamos as perguntas do sistema capitalista.”
Crítica ao capital
"As crianças devem usufruir de sua infância e não a marca de sua boneca”, diz o Dr. Jung Mo Sung. Para ele, Shopping é o principal espaço sagrado de nosso tempo. É uma religião invisível. "Shoppingssão espaços de visibilidade do consumismo. Não acredito que estamos numa sociedade só. Nós podemos acreditar, mas o sistema não. Ele seleciona pela classe social, raça etc. Aí entra a Teologia cristã: Deus não faz distinção entre as pessoas.”
Depois, "a salvação de nossa vida é graça. Nossa vida não se justifica pelo sucesso, riqueza, status, quantidade de livros, quantas vezes fomos citados, mas sim pela graça de Deus”, analisa. Para ele, aTeologia da Libertação está em crise. "E só está em crise quem está vivo, quem já morreu não tem crise.” E completa: "Teologia é reflexão crítica. E muitas vezes temos preguiça intelectual. E quando nosso discurso é facilmente aceito, somos levados a preguiça intelectual e não esforço”.
Dr. Jung Mo Sung finaliza dizendo que a Teologia da Libertação fez história porque tinha uma coisa anterior: "reflexão crítica a partir da experiência espiritual de encontrar Deus na face dos pobres”.

Papa fala aos padres que acolham divorciados e visem menos o dinheiro

Adital
O papa Francisco volta a chamar a atenção dos católicos de todo mundo, quando, na segunda-feira, em reunião com os párocos do Vaticano na Basílica de São João de Latrão, disse para que eles dessem "acolhida” aos casais em segunda união e a corajosa e criativa decisão de se dirigirem às "periferias existenciais”. Uma acolhida que se deve exercer na verdade. "Dizer sempre a verdade”, sabendo que "a verdade não acaba na definição dogmática”, mas que se insere no "amor e na plenitude de Deus”. Por isso, ele recomenda que o sacerdote deve "acompanhar” "as periferias existenciais”. Para Francisco, como disse na homilia final da missa de envio da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), "inclui a quem parece mais distante, mais indiferente".
Observatório RomanoFrancisco também convidou os sacerdotes do clero romano para empreenderem "caminhos corajosamente criativos”. E citou alguns exemplos que viveu pessoalmente em Buenos Aires, como a abertura de algumas igrejas durante o dia todo e com a disponibilidade de um confessor ou a criação de "cursos personalizados” para os casais que querem se casar, mas que não podem frequentar os cursos de noivos porque trabalham até tarde.
"A santidade é maior que os escândalos”... disse o Papa Francisco ao responder às perguntas dos clérigos levando em conta os "gravíssimos problemas da Igreja” com lucidez, "mas sem pessimismo”, pois frisou que a Igreja Católica nunca esteve tão bem como hoje. "É um momento bonito da Igreja. (...) Há santos reconhecidos (...) e a santidade é maior que os escândalos”.
O Papa Francisco também convidou os sacerdotes que encheram a basílica a retornar ao "primeiro amor”, ao primeiro olhar de Jesus. A lembrança de momentos como o início da vocação, a entrada no seminário, a ordenação sacerdotal são fundamentais: "a memória é o sangue na vida da Igreja”. Francisco falou de sua vida em Buenos Aires, inclusive pediu orações pelo marco do aniversário da sua ordenação episcopal (21 de setembro).
Ele ressaltou, durante a fala na basílica lotada que "um sacerdote, quando está em contato com o povo, se cansa, mas diante do cansaço, a única resposta é Jesus: ir com os pobres, anunciar o Evangelho e seguir em frente. Claro, ajuda muito a oração diante do Tabernáculo, assim como a proximidade com os outros sacerdotes e com o bispo”.
Criticou aqueles em uma paróquia que se preocupam mais com as taxas do que pelo sacramento em si. Com esta atitude, só "afastam as pessoas”. É preciso, disse, uma "acolhida cordial: que aqueles que vierem à Igreja se sintam em sua casa. Se sintam bem. Que não sintam que estão sendo exploradas”. Bergoglio confessou que continuava se sentindo um padre. "Eu me sinto padre, sacerdote... E agradeço ao Senhor por isto.”
*Com informações IHU, Vatican Insider e RomaSette.

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